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Mais que uma amiga

Hoje é aniversário da minha irmã, e esse post vai pra uma amiga minha, a Thati! Te amo sua feia.

 

Não há no mundo inteiro,

Maneira para descrever o valor

De um aperto de mão,

De um sorriso carinhoso,

De um abraço.

 

Sem você, eu não saberia o nosso valor.

Sem você, minhas manhãs não seriam engraçadas,

Cheias de aventuras, pelo atalho.

 

Com você, aprendi a amar,

Aprendi o valor de uma “thatice”.

E aprendi a falar “arvorizinha”.

 

Sem você, aprendi o valor da saudade.

Aprendi que chorar pode ser de tristeza,

Mas também, de saudade por alguém que está longe.

 

Por você, faço mais do que um sacrifício.

Faço das minhas tripas um coração,

Só para ter você, perto de mim.

 

Só você sabe me entender.

Sabe quando eu preciso de um abraço,

Ou quando eu preciso de um puxão de orelha.

 

Com você, por você, só você, sem você.

Você está marcada na minha história.

Marcada no íntimo do meu ser.

E espero que essa marca dure para sempre,

Para que eu e você possamos ver a nossa “Arvrinha”

Crescer.

 

Te amo, Thati!

Feliz 21 anos!

Feliz Aniversário oder alles Gute zum Geburtstag

O que dizer de um olhar,

Que some no meio da multidão,

Mas cruza o seu sem perceber?

 

O que dizer de um sonho,

Que começa no íntimo

E acaba em um beijo?

 

O que dizer de um beijo,

Que começa na alma, na imaginação

E se concretiza nos lábios de alguém que se ama?

 

O que dizer do amor,

Que quando se sente,

Se levita e se experimenta

O paraíso?

 

O que dizer do olhar,

Que te procura,

Seja onde estiver,

Só para sorrir e dizer

Eu te amo?

Nego

Não tente me refazer dos cacos,

Espalhados aleatoriamente pelo caminho.

Ao mesmo tempo, posso ser a flor e o espinho.

Posso ser o ar e o sufoco.

Posso ser aquilo que sua busca almeja.

 

Mas nada disso se realizará,

Se você não me descobri.

Se você não me retalhar,

Experimentar ou libertar.

 

A luz te leva à cegueira mundana.

Que te faz igual ao seu normal.

A luz da sociedade guiará seus pensamentos.

E nunca você irá me descobrir.

 

Não tente correr contra o ponteiro,

pois este não sabe quando parar.

Corra atrás do seu íntimo

E ache seu próprio “ser”,

Íntimo de um futuro dalí.

 

O que é errado ?

O que há de errado em conhecer algo diferente ?

Nada do que pensamos saber nos favorece.

Nada do que eu sou favorece o teu pensar.

Máscaras encobrem teus olhos,

Os quais são impedidos de ver o meu “eu”.

As quais impedem-o de ver o meu “quem”.

 

Nada é mais claro e limpo.

Nada é mais instável.

Nada é mais gracioso e

Engraçado.

Nada é mais eu do que eu mesma.

 

Qual é o problema da diferença ?

Se posso construir mais do que você pode ser?

Qual é o meu problema ?

Passo madrugadas pensando,

Divagando, devaneando,

Sobre o porquê  da solidão.

Animalesco

Intenso é o momento da fala.

Intenso é o gemido da morte e do sexo.

Intensa é a minha capacidade de atrapalhar a mim mesma.

 

Não há tempo de juntar os pedaços,

Que foram espalhados pela impaciência.

São pesados e cheios de emoções desconcertantes.

 

O passado assombra a sanidade.

Diz pra ela ir com toda certeza

De que o certo irá sorrir, mas não vai.

 

Sinto o peso dos anos, poucos,

Mas existentes em meu pensar,

Meu andar, meu sofrer.

 

Sentimentos são para serem vividos.

Sentimentos são a seiva que corre na veia animal

Do homem.

O que dizer das flores

Que são as únicas de um deserto empoeirado ?

O que me diz sobre as manchas

Que foram causadas pelas lágrimas

Que caiam do meu rosto, aos prantos?

O que dizer do tempo

Que passa, disfarça e arrebata o que eu não tenho ?

O que dizer da intimidade

Que foi perdida, jogada nas risadas amarelas ?

O que comentar sobre aquela mulher

Que se fez menina para tentar te conquistar ?

O que esperar daquela que te confronta,

Que mostra teu íntimo e que te acaricia,

Mesmo querendo te amar ?

O que fazer quando se nota a beleza,

Porém, se disfarça a incerteza ?

O que se mostrar para ela ?

Mostre o que dizer de mim.

Mostre que você a ama do jeito que ela é.

Ausência

A ausência do amor

É a morte real.

É algo que se pode conviver,

Mas que traz marcas consigo.

A ausência do corpo

É a saudade real.

É algo que se suporta,

Mas que muda o ser.

A ausência do carinho

É a verdadeira ausência.

É algo que não se pode negar,

Mas que  pode matar.

A ausência de um pai

É a dor de uma criança.

É algo que se pode viver sem,

Mas que nunca será esquecida.

A sua ausência me faz falta.

Tanta falta que posso chorar.

Já faz tanto tempo,

Que o tanto virou uma dor

Alojada em meu peito.

Ela sempre sai,

Quando eu gostaria de ter sido sua filha.

Quando eu gostaria de ter tido um pai, real.

Descanse sempre !

Se o verdadeiro sentido está no achado,

Achado da alma,

Eu não me vanglorio de saber sobre mim.

O pecado não me consome.

A santidade não me subestima.

A verdade não caminha comigo.

Por que ainda não encontrei o que eu procuro?

Pois não destes tempo para te acharem.

O silêncio das lágrimas que escorrem,

São audíveis para aqueles que são cegos.

O tempo das mil palavras não ditas,

São o nada para os apressados, como eu.

Tudo se ajeitará.

Tudo se cumprirá!

O destino se fará presente em suas mãos

E será você o analfabeto a escrevê-lo

Apenas espere o acontecer acontecer.

Será ?

Será que tudo que eu penso vai além de apenas suposições ? A cada ponto alto da minha vida, eu me pergunto se tudo o que acontece é real.  Será? As pessoas olham para minha vida e dizem que tudo é perfeito. Mas as coisas são complicadas… nada é com eu planejo.. nada é como eu penso ou como eu quero. Como qualquer coisa nessa vida.

 

 

E depois desse clipe eu percebo que tudo vale a pena. Os sentimentos foram feitos para serem vividos.. ou seja.. se está com vontade de chorar… chore. Se está com vontade de sorrir, sorria até sentir que está morrendo de felicidade. As coisas são feitas para serem vividas. Não tenha medo de nada que possa vir, encare-as como se fossem meros momentos. E que momentos!

 

ALWAYS LOOK TO THE BRIGHT SIDE OF THE LIFE

 

Post “momentoauto-ajuda”

 

Beijos

 

Por Tainá Goulart

Resenha do filme Cisne Negro ( Black Swan)

Misteriosos olhos vermelhos 

O filme, “Black Swan” ou “Cisne Negro”, traz uma bela e marcante atuação da atriz israelense, de 29 anos, Natalie Portman. O filme se passa dentro de uma companhia de balé, a qual Nina Sayers, nome da personagem de Portman, faz parte. Como nova bailarina principal do número do “O Lago dos Cisnes”, Nina tem todas as características que Thomas Leroy (Vincent Cassel), diretor do corpo de dança, exige para o papel da Rainha Cisne: doçura, ingenuidade e fragilidade. Porém, o diretor tem suas dúvidas quando se trata da Cisne Negra, pois esta é o oposto da Rainha, no que diz respeito à sensualidade, firmeza e intensidade dos movimentos e expressões. 

Por viver com sua mãe, Nina ainda é tratada como uma criança. Muitas bonecas, motivos infantis são a principal decoração de seu quarto e isso contribui para sua maneira de viver simples e comportada. A bailarina se vê em busca da perfeição dos movimentos com seu novo papel, porém, não da interpretação. Este fato começa a despertar a sexualidade da menina, ainda mais com o aparecimento de uma nova colega da companhia, Lily ( Mila Kunis), que a “ajuda” nessa nova tarefa.

Com brilhante direção de Darren Aronofsky, o filme é uma mistura do consciente da protagonista com o sobrenatural. Não se sabe qual destes comandam a mente da bailarina, nem qual destes é realmente real. Com o jogo de câmera atrás da protagonista pelo “labirinto” de corredores de sua casa, o espectador sente a tensão que paira no ar. Para contribuir com esta tensão, as músicas são parecidas com as criadas pelo compositor russo Tchaikovsky, que tem seu ápice juntamente com os momentos mais intimistas do longa. 

Um fato observado do filme, que pode passar despercebido, é que a primeira montagem russa do número foi um fracasso pela má interpretação dos bailarinos e da orquestra e no filme, Nina está em busca da perfeição. Estes fatos se aproximam e trazem à tona a ideia da realidade versus atuação. Muito se cobra dos atores e atrizes para chegarem o mais perto possível do real em seus papéis, no entanto, até que ponto é permitido a realidade cruzar a encenação?

 Um ótimo filme para que busca uma bela fotografia, coreografia e um enredo intimista. O filme acaba e a sensação que fica é que a de que você quer ver o filme de novo e se embrenhar pelos corredores e espelhos assustadores/verdadeiros. Agora, toda vez que eu ouço as músicas da Cisne Negra, eu relembro dos olhos vermelhos da frágil Nina. Bom filme!

Por Tainá Goulart

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