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Archive for August, 2010

Count on me.

Uma vez que agente entra pra um círculo de amizade, agente se pergunta se é o certo fazer aquilo. Nunca sabemos como o ser humano reage. Nós, humanos, temos muitas maneiras de enganar. Mas se realmente existe amizade, a confiança é cega, surda e muda. Quando era mais jovem, não tinha muitos amigos de verdade. Supostamente eu, a criança da vez, deveria fazer amigos na infância e ter todas aquelas histórias pra contar pros meus futuros filhos. Mas, a vida me pregou uma peça. Sempre fui adulta, mesmo brincando de barbie. Era adulta até falando de meninos.

Meus amigos eram os amigos, dos amigos da minha mãe. Ela sim era e é minha melhor amiga. Entretanto, aquela velha história da infância me passava correndo, por “n” motivos. E, após anos de luta árdua, de muita procura, de muita falação, eu descobri que eu tinha uma melhor amiga e que ela não era minha mãe. Uma menina que eu conheço desde que eu me dou por gente. Sim, ela me aguentou, mesmo agente sendo muito, eu quis dizer, muito diferentes. Eu o vinho, ela o toddy. Eu a sensação, ela a sabedoria. Sempre nos salvamos. E a cada dia que passa, sempre a salvarei e ela será reciproca.

Depois, encontrei mais duas pessoas que me mostraram algo novo. Uma donda e uma gunji. Uma africana e outra oriental. Foram e são tão especiais pra mim que não consigo mensurar o tamanho, a dimensão do tamanho do glúteo! A dona donda me ensinou um pouco de vida, de tristeza, de pensamentos, de filosofia após aulas de história. Histórias da vida, eu quis dizer. Ela me ensinou a gostar das pessoas que gostam de mim, assim como eu gosto dela. A dona  gunji me ensinou palavrões, a dirigir, algumas outras “cositas” da vida. Ela sempre está lá para me fazer rir, com aquela cara de coelinho. As duas me deram as minhas bases de hoje.

E no passo superior, eu encontrei um pouco de contestação. Várias facetas, ideias, opiniões, toques, choros, risos, roupas, festas, brigas que nunca havia passado antes. E de repente, um anjo me apareceu. Mesmo que ela diga que não, mas ela é. Sem asas e tudo. Apareceu também uma de cabeça esquentada, que me fez rir tantas vezes, que até choramos. De tristeza, de alegria, de tudo. Como diria uma pequena delícia por aí, eu nunca pensei que aqui eu encontraria amigos. Eu encontrei irmãos. Encontrei parceiros, BRUTHERS!, palhaços, fortalezas, desabafos, ajuda, tudo que uma simples criança precisa pra contar histórias para seus futuros filhos.

E por isso, hoje eu conto essa história pra vocês. Só queria agradecer a todos que passaram pela minha vida e que me fizeram ser quem eu sou. Aquela criança feliz.

Obrigada.

LEAN ON ME BABY.!

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Quero carneiros e ovelhas.

Nada mais do que isso.

Quero a mãe do meu lado,

Quero o aconchego de quem não está mais aqui.

Quero alguma certeza nessa vida.

Algo que me faça viver um pouco mais.

Quero um pedaço daquela nuvem do céu,

Daquela que me faz imaginar qualquer coisa.

Quero carneiros e ovelhas.

Quero arco-íris, quero beijo,

Quero um sonho.

E nada mais.

Algo que me faça viver um pouco mais.

 

 

 

 

Nota mental: Obrigada Elis Regina e sua voz maravilhosa

Quero carneiros e ovelhas

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