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Archive for November, 2012

íris

Não vou deixar de acreditar

Em algo que nunca vi.

São coisas pequenas

Que penetram na íris

E insistem em nos cegar.

Não vejo o agora.

O futuro me cegou.

 

Mesmo que eu imagine

O além negro, que me cega,

Preciso acender as luzes.

Preciso olhar pra mim mesma

E esperar a dor passar.

 

Coisas pequenas

Armadilhas da imaginação.

Saiam de mim

Saiam da minha íris

Saiam da minha vida.

 

Preciso me apaixonar por mim mesma

E não pela via única

De alguém que não sabe de si mesma.

Preciso amar alguém que compartilhe do “nós”

E não de alguém que fale “Oi”

E eu escute “Te amo”.

 

Preciso chorar

Pelos momentos que imaginei

Que observei, pela íris.

A lágrima é o espelho

Que me deixa ver

O além mar.

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