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Archive for January, 2014

Acho que o título “Diálogos em Crise”, que eu dei há séculos para esse blog, nunca fez tanto sentido. Ok, estou com 23 anos, pra lá de nova, com sonhos que muitos adultos amargurados acham no máximo “bobos”. Mas, ultimamente, me peguei com uma dorzinha no coração e alguns pensamentos na cabeça. Qual o sentido de se trocar uma vida legal, cheias de momentos felizes, por um “amadurecimento” necessário para se tornar uma adulta? Antes, até a saída da faculdade, eu era muuuuiiittto mais feliz do que sou hoje. Tenho dinheiro, tenho mais conhecimento, tenho mais maturidade. Mas, de que vale ser adulta, com isso tudo, se não me sinto feliz?  Nos gloriosos dias da minha faculdade, eu ria muito mais, não pensava no que os outros acham de mim e via felicidade em qualquer lugar. “Foda-se essa merda toda, vou pelada”. Tipo o meme da Cinderela se lixando na hora de escolher a roupa. Porém, nessa nova fase, todo dia é a mesma dorzinha no coração. Aquela sensação de impotência vai tomando conta da minha mente e me deixando mais adulta.

Thchran. Não, não quero ser o Peter Pan e viver na terra do nunca. Apenas quero evitar que o rancor, a amargura, a inveja, a cara de cu e muitos outros atrativos adultos tomem conta do meu ser. Fiquei pensando muito no limiar entre o ser adulta e o amadurecer. Pra mim, o primeiro é ser tudo de ruim, é deixar seus sonhos para trás e colocar uma máscara carrancuda todos os dias. Já o segundo é crescer, evoluir, prestar atenção ao novo, abrir os olhos, trocar a lente, expandir, melhorar, reciclar, criar, inventar, ser melhor. E detalhe: TUDO ISSO sem perder a própria essência. Vejo por mim mesma. Aos 23, chegou a hora de amadurecer, de encarar a vida de um outro jeito, novas responsabilidades e tal. Mas isso não quer dizer que vou precisar deixar de ser brincalhona,  de dizer bom dia, boa semana, que linda você está hoje e por aí vai. Putsgrilamermão: essa sou eu e pra que vou piorar? O slogan é só para melhorar, não é?

A crise está na oposição das mensagens. De um lado me vem “Você virou adulta e agora é hora de ter responsabilidades, mas também curtir”. Na contra mão, me aparece um ” Não deixe de ser você mesma”. Só eu percebi o quanto essas duas frases são destoantes? Como vou continuar sendo desse jeitin, se vou deixar de fazer uma piada idiota, mas que todo mundo ri? Como vou continuar mantendo o “jeito tãina de ser”, se vou ter vergonha de andar num carrossel só por que sou adulta e não é legal?

Aham…. senta lá, Cláudia!

Se for para colocar numa fraseauto-ajudaclichêmelhorimpossível seria: Vai, aguinha, vai! (brinks, mas quem viu esse video vai entender). Para mim, a crise esta em querer seguir uma essência que não nasceu comigo. A minha busca (e espero que seja a sua) pela felicidade é diária. Acordar, agradecer, sorrir do nada, cantarolar uma música, sonhar em estar num palco, me esforçar para fazer o meu melhor, tomar uma cerveja nova, manter a dieta, conseguir o contato de um artista, cantarolar (de novo) a mesma música, sentir vontade de me maquiar, dormir até mais tarde, de tarde, ver uma exposição, pensar no carinha que está longe, ler um bom texto no livro, fuçar na internet, acordar com um puta solzão na praia,  ver uma estrela cadente no céu estreladaço, comer um ovo frito da madrinha, fechar os olhos e rezar, ouvir aquela música foda na balada, andar de bike no parque, juntar grana para viajar pelo mundo, imaginar meu futuro marido, me conhecer a cada dia que passa, confiar no meu trabalho, escrever um poema, falar uma piadinha na hora do almoço, rever aquele amigo de anos, jogar conversa fora na rede da varanda, ser feliz todos os segundos da minha vida.. A busca da felicidade é baseada nos verbos de ação e não nos gêneros, qualidades, adjetivos e outras classes de palavras.

“Nós adultos precisamos renovar o estômago: colocar borboletas e retirar a gastrite”. Complemento a minha própria frase. ” Se não, vamos acabar ficando enfezados. Se é que você me entende!

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pra que um título?

Já tivemos uma história e ela teve um ponto final não muito bom. Precisaríamos voltar no tempo para reescrever. Não somos deuses e não somos cientistas. Bem, você é quase um. Mas não conseguimos desfazer o que já foi feito. Dei tudo que podia e acabei correndo de você. Você foi especial e, mesmo com outra pessoa, achei que faltava você. Quando disse que tinha para dizer, era isso. Mas não estou certa, não sei se é porque você está longe de mim e eu não vejo a situação do jeito que ela é. Não sei se te amo, preciso ser seletiva com o que eu quero da minha vida, não sei se não te amo. Simples assim.

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Meu diálogo realmente entrou em crise.

Daquelas bravas, de dar nó de cabeça.

Eu vivo em uma ilusão cheia de pensamentos

Cheia de sonhos acordados e cozinhados

Em uma falta de coragem insana.

 

Já paro e penso duas vezes.

Será que eu quero continuar nesse passo?

Lento e sonhador?

Não, hei de achar uma via mais rápida e segura

Não quero mais ser uma sonhadora de coisas reais.

 

A confiança é meu sonífero e meu despertador.

É ela que me traz de volta ao ano vigente.

É ela que me impede de declarar o meu amor por alguém

Que eu acredito, erroneamente, estar apaixonada.

Mas é ela que me falta para jogar tudo pro lado

E começar a ser o que eu realmente sou.

 

Quero viver de mim mesma

Ser alimentada pela minha criatividade desfocada

Quero ser livre para cantar, dançar, desfocar

Ser o que sou, mantendo o foco no que quero

Quero, quero, quero, mas não posso.

 

Um respiro fundo traz a tona o que eu não quero

Traz aquela preocupação adulta de engolir um sapo por minuto.

Por que crescemos tão covardes? Tão cheios de si, quer dizer, nada?

Precisamos renovar o estômago,

Colocar borboletas

E retirar a gastrite.

 

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